O Papel da Gestão da Farmácia Hospitalar na Alta Qualificada de Acordo com as Políticas de Humanização do SUS

Karina Paula Giacomini, Márcia Mello Costa de Liberal

Resumo


Embora a Política de Humanização do SUS não tenha contornos claramente definidos, sabe-se que o tratamento não ocorre apenas quando o paciente se encontra internado, nem termina quando este deixa a internação, mas se estende após a alta hospitalar. Nesse caso, deve ter seu tratamento continuado no ambiente extra-hospitalar, em ambiente domiciliar, sob a supervisão e acompanhamento de um responsável pela medicação, nesse caso, o próprio farmacêutico hospitalar, que lhe deve fornecer orientação até que o quadro se estabilize. A não execução desse tipo de ação pode comprometer a continuidade do tratamento do paciente por meio da interrupção da administração de medicamentos, como erros na administração dos medicamentos, como dose errada, o não respeito aos horários para a administração dos medicamentos, ou mesmo a substituição inadvertida de algumas drogas por outras efetuadas pelo paciente. A humanização da assistência farmacêutica, dentro do contexto das políticas de humanização do SUS, interfere, pois, no processo de produção de saúde e pode ser decisiva na recuperação do paciente. Quando se considera o papel da gestão da farmácia hospitalar, os resultados apontam para o uso racional de medicamentos, possibilidade de maior eficácia na recuperação do paciente em alta qualificada, acesso aos medicamentos e à informação sobre eles, verificação de respostas aos medicamentos ou possíveis efeitos colaterais, reações adversas, interação medicamentosa, se necessária, revisão de prescrições adotadas.

Palavras-chave


Farmácia Hospitalar, Gestão, Humanização, SUS

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DOI: http://dx.doi.org/10.21902/jhmreview.v2i2.332

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